domingo, 19 de abril de 2015

RMS Titanic - Parte 2

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Leia Parte 1

Localização dos destroços - Somente nos finais de 1970 e início de 1980, um empresário norte-americano patrocinou diversas expedições para tentar localizar o navio. Nenhuma delas teve êxito. Somente em 1985, numa expedição oceanográfica franco-estadunidense, o Dr. Robert Ballard descobriu os destroços do Titanic submersos a 3.800 metros (ou 12.600 pés) de profundidade, 153 km ao sul dos Grandes Bancos de Newfoundland. A notícia correu o mundo. Ele passou a ser conhecido como "O Descobridor do Titanic". Retornou ao local em 1986, com uma equipe de filmagem da "National Geographic Society" para fazer as primeiras filmagens do transatlântico após 73 anos. Desde então, a empresa "RMS Titanic, Inc" obteve os direitos de realizar operações de salvamento no local e recuperou mais de 6 mil artefatos do navio.
Diversas empresas de turismo e produtoras de filmes também visitaram o local em veículos submergíveis tripulados. O Dr. Ballard retornou ao Titanic em 2004, para averiguar os danos que o navio sofreu desde o seu descobrimento (1985-2004). Constatou a aceleração da deterioração da estrutura do navio. Concluiu ainda que as inúmeras expedições e visitas ao local, só serviram para danificar o sítio arqueológico do Titanic.

Curiosidades

14 anos antes da trágica viagem, um escritor de nome Morgan Robertson (n. 1861 - m. 1915) escreveu uma livro dramático entitulado de Futilidade (Original: Futility, or the Wreck of the Titan), que narrava a história de um navio de nome Titan que, era considerado indestrutível e em uma noite fria de Abril, tal e qual como foi com Titanic, na qual choca-se com um iceberg e afunda. O mais assombroso é que tanto o número de mortes referido na história, como a capacidade do navio fictício, tanto como a maioria (porém, não todas) das características técnicas do Titan eram exatamente iguais às do Titanic. Para muitos, não passou de uma estranha e arrepiante coincidência e, para outros, terá sido uma premonição e, consequentemente um aviso deixado por Morgan sobre o desastre.
Um dos membros da tripulação do Titanic, teve um sonho bastante estranho poucos dias antes da viagem. Sonhou com uma ninhada de gatos que, lutavam numa noite, ao vento. Não se sabe nem como nem porquê, ele entendeu esse sonho como um aviso para não embarcar e, não embarcou.
Se a colisão do Titanic com o iceberg tivesse sido frontal, apenas um compartimento teria de ser evacuado e, a viagem poderia prosseguir normalmente.
Se o iceberg tivesse sido visto meio minuto antes, a colisão teria sido evitada.
Ao ter sido visto o iceberg, o 1º Oficial ordenou a inversão da corrente de vapor nas caldeiras para, consequentemente inverter a marcha do navio. Porém, à velocidade a que o navio navegava, seria possível, através dos lemes, contornar o obstáculo e, assim evitar a colisão. Os vigias noturnos eram para ser munidos de binóculos, pois já se sabia que iriam passar numa zona de icebergs. Porém, o material não foi fornecido a tempo e, os vigias tiveram de trabalhar à vista desarmada. Com os binóculos, os procedimentos de emergência poderiam ter sido efetuados muito antes, pois o iceberg teria sido visto ao longe.
Na altura da colisão, a tripulação do Titanic pareceu ter avistado luzes no céu e no mar que, seriam de outro navio, menor, a cerca de 16 km (cerca de 8 milhas marítimas). O Titanic lançou fogos de artifício para pedir ajuda e, o outro navio pareceu aproximar-se. Porém, as luzes desapareceram de repente. Consta que seria um navio norueguês que, não poderia navegar naquelas águas.

Como funcionava o Titanic

Quando Hollywood (em inglês) leva uma história real às telas de cinema, pode-se esperar algumas coisas. Por exemplo, os atores e atrizes que representam figuras históricas são normalmente mais atraentes do que seus personagens em si. A encantadora Elizabeth Taylor fez o papel de Cleópatra (em inglês) em 1963 - e nos anais da história, Cleópatra é descrita como uma mulher definitivamente rústica. Filmes históricos também incluem uma quantidade razoável de detalhes anacrônicos. Um exemplo é o filme "10.000 a.C.", em que vivem criaturas assustadoras e de dentes afiados que haviam sido extintas cerca de dois mil anos antes [fonte: Choi - em inglês].
Talvez você goste da versão do Titanic ao som de uma trilha melancólica com Celine Dion, porém, os fatos desta tragédia marítima falam por si. E se você busca uma visão geral mais sucinta do que os 194 minutos da película de James Cameron, o autor Joseph Conrad é bem objetivo: "Sabemos o que aconteceu. O navio raspou sua lateral em uma placa de gelo e afundou após ficar à deriva por duas horas e meia, levando consigo muitas pessoas ao submergir"
, de fato, simples assim. Mas quando você inclui como fatores o total de mortos (cerca de 1.513), o óbvio nas tentativas de salvar vidas (123 passageiros da primeira classe e cerca de 527 passageiros da terceira classe morreram), e o fato de que o acidente poderia muito bem ter sido evitado se a tripulação tivesse dado ouvidos aos avisos de outras embarcações sobre o gelo, poderá entender porque o mundo não ficou apenas sentido com as manchetes, mas também ultrajado [fonte: Titanic Aquatic].
O Titanic foi concebido em um jantar informal em 1907. J. Bruce Ismay, filho de Thomas Ismay (que havia fundado a empresa White Star Line de navios oceânicos baseado no princípio de que as pessoas viajariam mais de navio se as embarcações fossem suficientemente luxuosas) e Lorde Pirrie, presidente dos estaleiros Harland e Wolff, de Dublin, não conseguiam parar de falar sobre o Mauritanea e o Lusitania (em inglês), as novas embarcações da Cunard Line. Ismay e Pirrie sabiam que poderiam criar navios maiores e melhores. No fim da noite, eles haviam imaginado um trio de gigantes: o Gigantic (posteriormente renomeado como Brittanic), o Olympic e o Titanic. Esses navios seriam luxuosos, velozes e seguros.

A construção e os componentes do Titanic

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O triunvirato de gigantes da White Star Line incluía o Gigantic, o Olympic e o Titanic. Esses navios partilhavam um projeto e um tema em comum: a grandeza. J. Bruce Ismay e Lorde Pirrie estimavam que eles teriam cerca de uma vez e meia o tamanho dos maiores navios da Cunard Line [fonte: RMS Titanic]. Os primeiros esboços dos navios de Ismay e Pirrie incluíam dois mastros e quatro chaminés - os navios só precisariam de três para funcionar, mas a quarta foi adicionada para deixar o visual simétrico e mais tarde foi reutilizada como um sistema de ventilação. Alexander Montgomery Carlisle foi designado como projetista principal do empreendimento, um cargo que posteriormente foi transferido a Thomas Andrews, o sobrinho de Pirrie.
Para construir um navio seguro, com 268,8 m de comprimento, 28,2 m de largura e um peso líquido de quase 41.000 toneladas, algumas técnicas e materiais inovadores para a construção de navios foram necessários [fonte: RMS Titanic - em inglês]. A empresa de construção de navios de John Brown forneceu a Ismay e Pirrie o aço e as turbinas. A turbina de Parson foi um desenvolvimento essencial para o processo de construção - ela era ativada pela saída de vapor produzido pelos dois motores de movimento recíproco do navio, que tinham quase quatro andares de altura. Esse arranjo, em combinação com duas hélices de três pás medindo 7,2 m de diâmetro cada e uma hélice de quatro pás com 5,2 m de diâmetro, localizado próximo ao leme do navio, produziam potência suficiente para alcançar velocidades de até 24 nós (27,6 milhas terrestres por hora/44,4 km/h) [fonte: Halpern - em inglês].
Os navios exigiam uma imensa quantidade de força, e esses compartimentos de usinas eram localizado no casco dos navios. Uma sala de turbina, uma sala de máquinas, seis salas de caldeiras, 11 compartimentos e salas para equipamentos de aquecimento e refrigeração eram separados por anteparos - divisórias reforçadas. Outra inovação a bordo dos navios eram as portas à prova de água que poderiam ser baixadas automaticamente ou por meio de controles manuais. A teoria de Thomas Andrews a respeito dessas portas à prova de água era de que elas poderiam isolar os compartimentos inundados em caso de emergência. Ele projetou os navios para permanecerem flutuando com dois dos 16 compartimentos inundados; o navio conseguiria navegar até mesmo com três ou quatro compartimentos cheios de água. Acima do maquinário, no casco, os conveses denominados de A até F continham de tudo, desde cabines e salões de jantar até banhos turcos.
Porém, essa "grandiosidade" toda gerava um problema e tanto: nenhuma área de construção ou ponto de saída poderia acomodar os navios. Por isso, antes dos navios poderem ser construídos, foi necessário construir a Doca da White Star e o Grande Estrado. O Grande Estrado era composto por uma série de 10 guindastes que podiam erguer os funcionários e materiais para o convés em que eles haviam sido escalados para trabalhar. O Olympic foi o primeiro a ser construído, e foi concluído em 1911, enquanto o Titanic foi concluído em 1912, graças aos esforços de 11 mil homens

O projeto do Titanic

Na época em que o Titanic foi concluído, em 1912, o preço do navio girava em torno dos 7,5 milhões de dólares [fonte: History Channel - em inglês]. O navio refletia os objetivos de Ismay e Pirrie, quanto a um navio luxuoso, veloz e seguro. Conceitualmente, o Titanic não era muito diferente dos navios de cruzeiro modernos. Porém, no começo do século 20, os confortos e amenidades deste navio oceânico eram diferentes de qualquer coisa que os viajantes já tivessem visto antes. Ele era mais parecido com um hotel de luxo flutuante do que com um navio, e os projetistas do Titanic esforçaram-se ao máximo em esconder ou disfarçar os equipamentos e a carga. Até mesmo os botes salva-vidas eram considerados agressivos à estética do convés, e por isso apenas 16 deles foram carregados, juntamente com quatro botes infláveis (mais tarde, isso se provaria um erro fatal).
Do alto até a base, a estrutura do navio era a seguinte:
Convés dos Botes - continha a Ponte de Comando, de onde o navio era controlado, o ginásio e o amplo convés com piso em pinho.
Convés de Passeio (Convés A) - incluía as duas escadarias da primeira classe (posicionadas entre as quatro enormes chaminés), sala de leitura/escrita, saguão, salão de fumo exclusivo para homens da primeira classe e o Verandah Cafe/Palm Court (uma área interna projetada para parecer com um pátio externo).
Convés da Ponte (Convés B) - incluía cabines/suítes da primeira classe, um restaurante à la carte e o Cafe Parisien, o salão de fumo exclusivo para homens da segunda classe e o convés da popa para a terceira classe (um convés semelhante a uma plataforma, onde os passageiros da terceira classe passeavam e jogavam em meio a grandes equipamentos de carga).
Convés de Abrigo (Convés C) - local do escritório do comissário, salão de fumo da terceira classe e a biblioteca/saguão da segunda classe.
Convés Social (Convés D) - sala de recepção da primeira classe, salão de jantar da primeira classe (posicionado estrategicamente entre a segunda e a terceira chaminés para assegurar o mínimo de ruído e movimentação que pudessem perturbar jantares elegantes), galerias da primeira e segunda classes e o salão de jantar da segunda classe.
Convés Superior (Convés E) - continha cabines da segunda e terceira classes.
Convés Intermediário (Convés F) - local do salão de jantar da terceira classe e dos banhos turcos (uma sala quente e seca com banheiras e chuveiros elétricos e banheiras de água para imersão).
Convés Inferior/Bailéu - incluía as quadras de squash; agência de correio; carpintaria, encanadores e oficinas elétricas; e salas "refrigeradas" resfriadas por uma série de tubos de cobre com quilômetros de extensão, onde os alimentos e outros produtos perecíveis eram estocados. (Bailéu é apenas um termo sofisticado para os conveses inferiores em navios com pelo menos quatro conveses).

A parte superior dos tanques de fundo duplo abrigava as salas de caldeiras e de máquinas

A época exigiu muito do projeto do navio; o estilo edwardiano corria desenfreado com toques georgianos e influências de Luís XV. Havia uma leveza semelhante ao ar em grande parte da decoração do navio - móveis de vime nas áreas de jantares casuais, tecidos em sutis tons pastéis, palmeiras e outras plantas verdejantes em vasos, papel de parede de cereja com motivos florais ou listrados, e muitos acessórios de vidro e iluminação reforçados com ferro. O Titanic estava em alta em todas as conversas, e milhares de pessoas buscavam fazer parte de sua viagem inaugural. O navio podia transportar 2.599 passageiros (mais 903 oficiais e membros da tripulação), e 2.208 passageiros estavam a bordo quando ele zarpou para Nova York [fonte: Titanic Inquiry Project - em inglês].
Como já percebemos na descrição dos diversos níveis do navio, a classe era uma distinção importante a bordo do Titanic.

Os passageiros e a tripulação do Titanic

Os projetistas do Titanic tinham discernimento e praticidade, mas eles também tomaram muito cuidado para garantir que todos, desde os passageiros bem de vida até os viajantes mais pobres próximos à casa de máquinas tivessem uma experiência marcante. Eles sabiam que muitos dos passageiros da terceira classe estavam imigrando para os Estados Unidos, e queriam que a travessia fosse um momento memorável que desse a essas pessoas uma sensação de esperança quanto ao que estava por vir em suas novas vidas [fonte: RMS Titanic - em inglês]. Para esse fim, até mesmo as salas da terceira classe eram privadas e fechadas - um mínimo de luxo por si só.

Elegantemente atrasados

Na manhã de 10 de abril, quando os passageiros embarcaram no Titanic em Southampton, os viajantes da segunda e terceira classe entraram por volta das 9h30 da manhã. Já os passageiros da primeira classe não embarcaram antes das 11h30 da manhã, menos de uma hora antes da partida. Uma orquestra foi organizada para acompanhar o embarque.
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O navio zarpou de seu ponto de lançamento em Belfast para Southampton, Inglaterra, em 3 de abril de 1911. O Titanic pegou seus passageiros em Southampton, e então seguiu para Cherbourg, França, e Queenstown, Irlanda, para recolher o resto. No total, havia 2.208 passageiros e 899 oficiais e membros da tripulação. Entre esses passageiros, 329 eram viajantes da primeira classe, 285 da segunda e 710 da terceira [fonte: Titanic Inquiry Project - em inglês]. A primeira classe consistia principalmente de ricos industriais e suas famílias, entre eles John Jacob Astor IV e até mesmo J.P. Morgan - que foi obrigado a cancelar sua passagem devido a conflitos de negócios. Entre os passageiros da segunda classe estavam homens de negócios e membros do clero (até mesmo um professor e um chofer estavam registrados como viajantes da segunda classe). A terceira classe, ou porão , consistia principalmente de imigrantes europeus.
Existem algumas discrepâncias nos registros de passageiros, devido às viagens canceladas, transferências para outros navios e pelo fato de alguns passageiros e membros da tripulação terem sido simplesmente deixados para trás. Alguns dos passageiros trocaram ou venderam seus bilhetes de embarque, e os nomes dos passageiros alternativos não chegaram a ser registrados. As hoje lendárias histórias de pessoas como os três irmãos Slade, que depois de embriagarem-se nos pubs de Southampton tiveram seus direitos de embarque negados, ou a Sra. Edward W. Bill, que se recusou a embarcar após um pesadelo em que o Titanic afundava, inspiraram a criação de um clube "Simplesmente Perdi" [fonte: Eaton - em inglês]. De acordo com um relato de abril de 1912 no Milwaukee Journal, cerca de 6 mil foram providencialmente salvas do desastre do Titanic após perder o embarque ou mudar seus planos de viagem. O fato de que o navio podia acomodar apenas cerca de 2.500 passageiros mostra que algumas dessas histórias de pessoas que perderam o embarque não são muito confiáveis.
Mas aqueles que embarcaram no Titanic o fizeram a um alto custo. As passagens da primeira classe custavam entre US$ 2.500 e US$ 4.500 (que em valores do mercado atual significam entre US$ 43.860 e US$ 78.950); as passagens da terceira classe podiam ser obtidas por cerca de US$ 35 (US$ 620 atuais) [fonte: Titanic Aquatic]. Se você estivesse disposto a gastar pra valer, poderia conseguir um quarto particular e banheiros semi-particulares.
As acomodações da terceira classe eram relativamente luxuosas, com instalação de esgotos sofisticada (mesmo que houvesse apenas duas banheiras para serem partilhadas entre 700 passageiros da terceira classe) e colchões de verdade, em vez de catres de madeira com montes de palha para se deitar, como costumava ser em outros navios. Os aposentos da terceira classe acomodavam até quatro pessoas, e na maioria dos casos, as acomodações eram partilhadas entre estranhos. Nesses aposentos, as vibrações dos enormes e massivos motores do navio podiam ser sentidas e ouvidas.
Fora esses incômodos, a tripulação do Titanic trabalhava duro para garantir que todos tivessem uma viagem confortável. Além da banda e dos membros no convés e nos departamentos de máquinas e abastecimento (culinária) havia o capitão do navio, Edward John Smith, e Thomas Andrews, o projetista principal do navio. Apesar do registro de navegação destacado de Smith e do navio supostamente inafundável de Andrews, a viagem inaugural do Titanic estava condenada.

2 comentários:

  1. A verdadeira história do TITANIC PODE ser encontrada no youtube: TITANIC O MEGA SACRIFÍCIO.

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  2. Diferente de Hollywood que mostrou o titanic de uma forma, acessando esse link voce descobre a verdadeira historia que a midia nao mostra http://ensaioprofetico.blogspot.com.br/2012/04/o-que-nao-contaram-sobre-o-titanic_14.html?m=1

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